Pedro Varela (Niterói, RJ, Brasil, 1981) vive e trabalha em Petrópolis, Rio de Janeiro. O artista construiu, ao longo de mais de duas décadas, uma pesquisa pictórica dedicada à paisagem como território de ficção. Sua pintura, em acrílica sobre tela, incorpora referências literárias do período barroco e dos artistas viajantes coloniais para compor um imaginário tropical que não corresponde a nenhum lugar verificável, mas que ecoa discursos historicamente sedimentados sobre o que os trópicos deveriam ser.
Sobre fundos esfumados e atmosféricos, brotam formas vegetais abstraídas em contornos psicodélicos e cores fluorescentes. A paleta iridescente e os elementos ornamentais remetem à ideia do "exótico" projetada sobre as paisagens tropicais sob olhar estrangeiro. Em séries mais recentes, Varela alterna pinturas em tons vibrantes e formas psicodélicas com paletas de cores reduzidas, como monocromáticos em preto, branco e azul.
Entre as individuais realizadas, destacam-se cinco exposições na Zipper Galeria (2011, 2013, 2016, 2019 e 2022); Tudo que tive que engolir nessa vida, na Capelinha do Parque Lage (Rio de Janeiro, 2024); MEMErabilia, na Soda Arte (São Paulo, 2023); A Trail With No End In Sight, na Galería Enrique Guerrero (Cidade do México, 2019); Crônicas tropicais, na MDM Gallery (Paris, 2015); Tropical, na Galería Enrique Guerrero (Cidade do México, 2014); Pedro Varela, no Centre Culturel Jean-Cocteau (Les Lilas, 2014); Pedro Varela, na Xippas (Montevidéu, 2013); Tropical, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (2012); e Cidade Flutuante, no Paço das Artes (São Paulo, 2010).
Participou de coletivas como Guanabara, o abraço do Mar (Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 2024); Grande Bizarre (Galería Enrique Guerrero, Todos Santos, México, 2024); Navegar é preciso – Paisagens Fluminenses (Casa França-Brasil, Rio de Janeiro, 2023); Vagalumes 21 (Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, 2022); Sunnysick (Casa 70, Lisboa, 2022); Líneas en el espacio (Museo de la Cancillería, Cidade do México, 2019); Escola de Belas Artes: 1816–2016 (Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, 2016); Ficções (Caixa Cultural do Rio de Janeiro, 2015); Latina (Xippas Art Contemporain, Genebra, 2014); Repentista (Gallery Nosco, Londres, 2014); Le Brésil Rive Gauche (Le Bon Marché Rive Gauche, Paris, 2013); Gigante por su propia naturaleza (Instituto Valenciano de Arte Moderno, Valência, 2011); e Cardinal Points / Puntos Cardinales (Art Museum of South Texas, Corpus Christi, 2007).
Suas obras integram coleções como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Coleção Gilberto Chateaubriand), o Museu de Arte do Rio (MAR), a Coleção SESC (Brasil), a coleção Montblanc México (Cidade do México) e a Sprint Nextel Art Collection (Overland Park).

