Tempo Quando

Marilde Stropp

13/Apr/2019 – 04/May/2019

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Press Release

Fotografia, chumbo e gravura fundem-se nas obras híbridas de Marilde Stropp reunidas em “Tempo Quando”, exposição individual da artista na Zipper Galeria, abrigada no programa Zip’Up. Com curadoria de Eder Chiodetto, a mostra apresenta 20 trabalhos inéditos, entre fotografias, objetos, instalação e livros de artista. A mostra inaugura no dia 13 de abril e fica em cartaz até 5 de maio.


O trabalho de Marilde revela uma poética original ao investigar pontos de contato e colisões entre linguagens como fotografia, objeto e gravura e materiais como chumbo, papel e tecido. “É por meio desse amálgama que ela consegue nos levar para um território inesperado de grandes embates entre formas, texturas e tonalidades gris, sintetizando sensações que apontam para a passagem do tempo e a matéria daquilo que fica impregnado na paisagem e na memória", comenta o curador Eder Chiodetto.


O título da exposição foi inspirado no poema “Poética” (1954), de Vinícius de Moraes, que diz: : “Passo por passo: / Eu morro ontem / Nasço amanhã /Ando onde há espaço: / - Meu tempo é quando”. “A fotografia me faz enfrentar o desmedido das imagens, criar o provável, ver o que existe se o invisível fosse visível. As imagens são interrogações que me levam a investigar os significados do tempo”, afirma a artista.


Idealizado em 2011, um ano após a criação da Zipper Galeria, o programa Zip’Up é um projeto experimental voltado para receber novos artistas, nomes emergentes ainda não representados por galerias paulistanas. O objetivo é manter a abertura a variadas investigações e abordagens, além de possibilitar a troca de experiência entre artistas, curadores independentes e o público, dando visibilidade a talentos em iminência ou amadurecimento. Em um processo permanente, a Zipper recebe, seleciona, orienta e sedia projetos expositivos, que, ao longo dos últimos seis anos, somam mais de quarenta exposições e cerca de 60 artistas e 20 curadores que ocuparam a sala superior da galeria.


Sobre a artista
A produção de Marilde Stropp (1943) fica no limite entre a fotografia e o objeto, desenvolvendo obras híbridas que, muitas vezes, fundem linguagens como fotografia, objetivo e gravura e suportescomo chumbo, papel e tecido. Principais exposições: 6º Festival de Fotografia de Tiradentes (2016); Constelações, Intermitências e alguns Rumores, Curadoria Eder Chiodetto e Fabiana Bruno, Zipper Galeria, São Paulo (2015); Livro de Artista, Casa Contemporânea, São Paulo. (2014); Escenarios de mujer, exposição coletiva Brasil-Argentina-Colômbia-Cuba. (2013); Escenarios de mujer, exposição coletiva Brasil-Argentina-Colômbia. (2012); Uma coisa são duas, Galeria Impar, São Paulo. (2011); O Lado de Dentro, Galeria Ybakatu, Curitiba. (2009).


Sobre o curador
Eder Chiodetto é curador especializado em fotografia, com mais de 70 exposições realizadas nos últimos 10 anos no Brasil e no exterior. Mestre em Comunicação e Artes pela ECA/USP, jornalista, fotógrafo, curador independente e autor dos livros O Lugar do Escritor (Cosac Naify), Geração 00: A Nova Fotografia Brasileira (Edições Sesc), Curadoria em Fotografia: da pesquisa à exposição (Ateliê Fotô/Funarte), entre vários outros. Nos últimos anos tem realizado a organização e edição de livros de importantes fotógrafos como Luiz Braga, German Lorca, Criatiano Mascaro, Araquém Alcântara e Ana Nitzan, entre outros. É curador do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM-SP desde 2006.


Serviço


Zip’Up: Tempo Quando
Exposição individual de Marilde Stropp na Zipper Galeria
Curadoria: Eder Chiodetto
Abertura: 13 de abril de 2019, 12h
Em cartaz até 05 de maio de 2019
R. Estados Unidos 1494, Jardim América – Tel. (11) 4306-4306
Segunda a sexta, 10h/19h; sábado, 11h/17h

Critical essay

Leaden Virtue


Step by step: Yesterday I die Tomorrow I’m born Where there’s space I walk: - My time is when (Poetics, 1950 - Vinícius de Moraes)


Time When is an inner landscape in a state of upheaval. It is the encounters and collisions of materials and substances that the artist Marilde Stropp agencies with the skill of an alchemist when photographing, pressing, painting, sewing, tearing, weaving, kneading and, finally, turning paper, fabric, charcoal and lead into poetic substratum.


In her laboratory of multiple symbolic possibilities, the artist promotes these points of contact between disparate bodies. In a pendular and incessant movement of harmonies and tense clashes, textures, crevices, scars, grey adventures and points of light where once the densest of blacks inhabited pop impetuously from her works.


Marilde creates a circuit of experimentation that leads to the creation of a singular and pulsating poetic writing, analogous to the therapeutic process of self-discovery. Life, cast in lead, a metal that corresponds to the planet Saturn, related to the fractions of time, density and weight. The temper of existence. Leaded virtue.


The artworks in the kaleidoscopic Time When stir up the disquiet of that which is in incessant movement. The picture does not stabilize before our eyes, it does not settle within frames and limiting spaces. Everything is yet to come. These images, artist’s books and sculptures were caught halfway through becoming; the power of transformation in its raw state. Desiring vertigo. The sum of the days, the affections, the fears, the pleasures and the consciousness of the irreversibility of time encapsulated in artworks that entrance us and question us: Time When.


Eder Chiodetto

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